7 coisas que estão desaparecendo enquanto você está lendo este artigo
Máquinas de escrever, telégrafos, pagers e outras
tecnologias já fazem parte do passado. O que não fará parte do futuro?
“Tudo o que é novo pede passagem” é um lema que pode ser levado ao
pé da letra no ramo da tecnologia. Quando um método se mostra mais barato, mais
rápido ou mais eficiente do que o anterior, é só questão de tempo até que as
pessoas o adotem.
Isso já aconteceu com o telégrafo, toca-discos, pager, fax,
walkman, disquete, videocassete, máquinas de escrever e tantas outras
ferramentas que agora só fazem volume no “quartinho da bagunça” ou se
transformaram em artigos para colecionadores ou material para salas de
museu.
Como o tempo é impiedoso e não para, neste exato momento —
enquanto você lê este texto — existem mecanismos e objetos se tornando
ultrapassados. É claro que o processo é gradual e acontece de maneira sutil.
Portanto, faça suas apostas: avalie a seleção que o Tecmundo fez e nos diga se
os itens citados terão ou não espaço na sociedade que está por vir.
Livrarias tradicionais
Já reparou o quanto é difícil encontrar uma livraria que vende
exclusivamente livros? Várias redes continuam firmes e fortes, mas oferecendo
diversos outros atrativos para manter a clientela. Você já deve ter notado o
material escolar, CDs, DVDs, celulares, notebooks e até brinquedos tomando
conta dos mostruários e prateleiras.
Mas não é só isso. Os principais vilões dos clássicos pontos de
venda são o comércio eletrônico e a popularização dos tablets e derivados.
Pense bem: diferente de outros tipos de mercadoria, quando se trata de uma
publicação impressa você não precisa exatamente testar ou averiguar
pessoalmente a condição do produto.
Além disso, uma pequena avaria dificilmente comprometeria um
produto como o faria com um eletrônico. Dessa forma, torna-se muito mais
prático e cômodo para o leitor pesquisar, ler sinopses e comentários sobre o
que deseja em um site, para depois comprar via web.
Mesmo assim, nesse tipo de transação ainda há o tempo de espera
entre o pedido e a entrega. Contudo, quando se fala em e-books, essa distância
não existe, já que o conteúdo chega ao usuário assim que o pagamento é
efetuado.
Os livros não devem sumir tão cedo. A superfície opaca, o cheiro
do papel e a experiência de troca de páginas continuam sendo levadas em conta
pelos consumidores — já as livrarias, como as gerações passadas conheceram,
estas sim devem perecer.
Livros didáticos
Abraçados às livrarias, estão os livros didáticos e enciclopédias.
A ideia de vincular laptops e tablets às salas de aula traz mais agilidade às pesquisas
e um peso — e custo — menor para os estudantes. Imagine que a interatividade de
ensino em um meio digital é muito superior à apresentada por páginas escritas e
esquemas estáticos.
Sem contar com a
praticidade: dezenas de apostilas, dúzias de livros acadêmicos e milhares de
vídeos explicativos cabem em artefato único. Fora isso, a tecnologia
touchscreen tem ampla aceitação entre os nascidos no novo século (já tem até
criança achando que uma revista é um tablet que não funciona!).
Ainda é cedo para afirmar quando a situação financeira global
permitirá que boa parte das instituições de ensino troquem os tradicionais
cadernos por dispositivos computadorizados. No entanto, as chances de isso
acontecer são grandes e, se a previsão se confirmar, os professores terão que
pensar em novas maneiras de aplicar provas — enquanto os alunos terão que
desenvolver outras artimanhas para colar.
Mapas de papel
Mesmo os mais conservadores não têm como negar que os mapas
impressos, ainda que tenham seu charme, não são nem um pouco intuitivos.
Localizar ruas e percursos através de volumes cartográficos vai representar,
para os nossos netos, algo como o que uma manivela simboliza hoje para nós.
Quando você consulta um
serviço de GPS (principalmente em um tablet, onde a tela é maior), um
sentimento de que a tarefa nasceu para ser executada ali naquele portátil toma
conta dos seus dedos. Arrastar, dar zoom, consultar nomes de ruas, traçar
rotas: tudo é feito com extrema leveza.
Por mais que o sistema nem sempre esteja 100% correto e a voz
integrada soe mandona e repetitiva, pode ter certeza de que esse tipo de
tecnologia é um passo sem volta. Quanto aos mapas de papel? Estes vão se tornar
relíquias e partes dos filmes da Sessão da Tarde cuja trama envolve velhos
piratas e crianças audaciosas se aventurando em busca de tesouros.
Linhas fixas de telefone
Houve um tempo em que o processo de aquisição de uma linha
telefônica era demorado e custoso. Hoje, o Brasil tem mais celulares que
habitantes e as operadoras dão até aparelhos de graça. Até o momento, a
vantagem de um telefone fixo está apenas nas tarifas menores e em certos planos
de minutagem.
Contudo, a situação já vem mudando — as cobranças vêm diminuindo e
as ofertas para a telefonia móvel ficam cada vez mais tentadoras. Isso sem
contar a enorme quantidade de funções apresentadas pelos smartphones: agenda,
internet, games, aplicativos, SMS — ou seja, sem comparação!
No futuro, a condição de um sistema de comunicação não portátil
não fará o menor sentido. E, aliás, por que você vai discar para a casa de uma
pessoa se é possível ligar diretamente para ela?
Internet discada
Junto à cova dos telefones residenciais, estarão também os modems
responsáveis pela internet discada. Daqui a um tempo, a deliciosa sinfonia de
ruídos responsável por estabelecer uma conexão analógica ficará conhecida
apenas como uma obra que foi amplamente executada no final do século XX.
A tecnologia banda larga
segue evoluindo em passos conjuntos com redes cada vez mais eficientes, como a
4G. Até a Copa do Mundo de 2014, o governo nacional deseja que 75% dos lares
estejam cobertos por conexões ultravelozes — e o melhor é que é até mais fácil
cobrir áreas isoladas com sinais digitais por satélite do que com cabos de
telefonia.
Em cerca de 30 anos, ao que se espera, o avanço deve ser tremendo.
Com isso, cada vez menos provedores vão oferecer serviços de conexão e cada vez
mais novos computadores virão sem modems agregados. Resumindo: a internet de
baixa velocidade vai ser apenas uma lenda para contarmos para as gerações
vindouras.
Telefones públicos
Os famosos orelhões — pelo menos da maneira como os conhecemos —
estão com os dias contados e vão fazer companhia às linhas telefônicas fixas e
modems analógicos. A razão pela qual isso deve acontecer não carrega nenhum
mistério e, novamente, o grande responsável pela revolução atende pelo nome de
celular.
Contudo, os telefones públicos podem vir a se tornar centrais
multimídia conectadas, capazes de enviar e receber emails e SMS, recarregar
celulares, realizar videochamadas e oferecer conexão Wi-Fi. Esse tipo de
experiência já acontece em alguns países (na Espanha, por exemplo, esse tipo de
tecnologia existe desde 2007).
No Brasil, também existem empresas que oferecem protótipos
parecidos, mas sem tanta notoriedade até agora. Por enquanto, ainda não há
especulações palpáveis sobre quando a modernização deve começar a acontecer.
Mas uma coisa é certa: os milhões de aparelhos destinados apenas a chamadas
telefônicas espalhados pelas ruas vão ter arranjar outro lugar para ficar em um
futuro próximo.
Backup em CD ou DVD
Dados e informações sempre foram e sempre serão tratados com
importância. O que muda, todavia, é a maneira a qual lidamos com eles.
Documentos que outrora ocupavam imensos depósitos e intermináveis gavetas hoje
são minoria e os acervos digitais tornaram-se padrão em departamentos
comerciais e organização domiciliar.
Com isso, surgiu a necessidade não só de acumular tudo isso em
discos e drives, como também de fazer backups para evitar qualquer problema com
corrupção de arquivos ou perda total das unidades de armazenamento. As
plataformas para tal tarefa foram evoluindo e ficando cada vez menores e mais
potentes: disquete, CD/DVD e, por fim, pendrives e cartões SD.
Porém, uma tecnologia chegou para quebrar com tudo isso. A
computação nas nuvens já é realidade, tem triunfado sobre a resistência e tem
sido adotada por cada vez mais empresas (se você quiser ler mais a respeito do
assunto, clique aqui).
A convergência possibilitada pelo sistema é, de fato, a melhor
solução para um contexto no qual diversos aparelhos são utilizados para
desempenhar funções semelhantes. Na prática, o computador vira apenas um
componente ligado à grande e poderosa internet.
Quem sabe daqui a um tempo, gigabytes e terabytes vão ser termos
antiquados com os quais somente profissionais de armazenamento nas nuvens
deverão ter contato. A vantagem? Ninguém precisará se preocupar com backup. O
perigo? O quão seguro é deixar todas as suas mensagens, fotos, vídeos,
planejamentos financeiros, dados empresariais e outros documentos íntimos ou
sigilosos à mercê de um organismo onipresente e distante?
Todas as informações citadas acima são apenas suposições — afinal,
o Tecmundo não tem bola de cristal (bem que gostaríamos de ter!). Se dizem que
o futuro a ninguém pertence, pelo menos tentamos prever o que não pertencerá a
ele.
Agora é a sua vez! Participe da discussão e nos conte: se depender
de você, as tecnologias e tradições das quais falamos farão falta no mundo de
amanhã?
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