O que aconteceu com os
netbooks?
Há 3 anos, formato era
uma das maiores apostas da indústria e agora modelos estão cada vez mais longe
das listas de desejos dos consumidores.
Quando chegaram ao mercado, os netbooks rapidamente ganharam
destaque e figuraram entre os produtos mais desejados pelos consumidores. A
promessa de se ter um computador portátil, com configurações básicas e um preço
acessível era o maior chamariz para que os “pequenos PCs” vendessem cada vez
mais unidades.
Entretanto, apesar dos pontos positivos iniciais, os netbooks
acabaram parando no tempo e abrindo espaço para que outros produtos
incorporassem as suas funções. Rapidamente, smartphones cada vez mais potentes
supriam os recursos oferecidos em um portátil de tela pequena.
A leveza dos tablets, ideais para navegação na internet e leitura,
aos poucos foi tornando os netbooks obsoletos a ponto de a sua utilidade ser
questionada no mercado. Mas por que isso aconteceu? Ainda há uma esperança de
recuperação do fôlego de vendas do formato?
Um
choque com a realidade
Embora a promessa de portabilidade e acesso à internet em
ambientes Wi-Fi fosse cumprida à risca, era impossível esconder algumas
decepções com os netbooks. O tempo de inicialização de um SO ia de encontro com
a proposta de agilidade; as configurações limitadas impediam que, de vez em
quando, algum aplicativo novo pudesse ser executado.
A tela pequena, na maioria das vezes com tamanhos menores do que
11 polegadas, dificultava a visualização de páginas da web. Com processadores
menos eficientes e memória reduzida, travamentos e lentidão no carregamento de
softwares estavam entre as principais reclamações dos compradores. Contudo, a
portabilidade ainda compensava.
Teclado,
pra que te quero?
A primeira investida contra os netbooks partiu dos smartphones.
Com processadores cada vez melhores e um grande número de aplicativos, os
aparelhos de celular pouco a pouco foram substituindo a necessidade de um
computador propriamente dito. Além disso, com a popularização dos SO mobile,
cresceu também a quantidade de conteúdo adaptada para o formato de tela dos
computadores de bolso.
Mas o golpe mais pesado contra a linha de netbooks foi a
introdução dos tablets no mercado. A partir do lançamento do iPad, o que se viu
foi uma verdadeira enxurrada de modelos, de todos os tamanhos e preços. De uma
hora para outra, a portabilidade deixava de ser um diferencial para os netbooks
que, mais pesados e com menos recursos, começavam a despencar
significativamente nas vendas.
Outro fator determinante para a insatisfação dos consumidores com
relação aos netbooks foi o preço. Desde o seu lançamento, os valores dos
netbooks praticamente não sofreram alterações, mantendo-se na faixa entre R$
800 e R$ 1,2 mil. Já os notebooks, cada vez mais potentes e leves, tiveram
queda acentuada de preço graças à forte demanda de mercado. Ou seja, encontrar
um ótimo modelo gastando menos de R$ 1,5 mil se tornou quase uma regra.
Somado a tudo isso, problemas como a velocidade de inicialização e
usabilidade deixaram de ser um empecilho para usuários menos experientes. Os
tablets são mais intuitivos, dispõem de um maior número de aplicativos e
dispensam pré-requisitos para que possam ser utilizados em praticamente
qualquer função.
As baterias dos aparelhos também não mostraram muita evolução.
Enquanto nos netbooks elas duram no máximo 4 horas, é comum encontrar, mesmo
nos modelos mais simples, tablets em que a bateria é capaz de suportar até 10
horas de uso contínuo, um diferencial e tanto para quem gosta de levar seu
computador para todos os lados.
A única barreira a ser quebrada é a da necessidade de teclado, que
para muitos usuários já é a única razão de carregar um netbook na mala
juntamente com um tablet, em vez de dispensar por completo o uso dos portáteis
mais tradicionais. Contudo, para quem não se importa com o teclado virtual dos
slates, a aposta em um netbook perdeu completamente o sentido.
O
novo capítulo: a invasão dos ultrabooks
Para quem imagina que o conceito de netbook está obsoleto e eles
estão fora do mercado, a nova investida da indústria atende pelo nome de
ultrabook. Tratam-se de computadores portáteis, com layout e proposta
inspirados nos pequenos PCs, mas com configurações robustas a ponto de deixar
muitos notebooks de ponta comendo poeira.
Entretanto, embora conceitualmente sejam promissores, os primeiros
modelos lançados nos Estados Unidos ainda esbarram em uma série de problemas. O
maior deles está no preço, já que as máquinas com maior capacidade de
processamento custam pelo menos US$ 1 mil. Embora mais leves e com tela maior,
ainda é difícil para o consumidor diferenciá-los dos tradicionais notebooks.
Leia mais em:http://www.tecmundo.com.br/netbook/15039-o-que-aconteceu-com-os-netbooks-.htm#ixzz1d1vp0r9k
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