Por que hackers não
precisam ser tão espertos
Em vez de táticas mirabolantes e scripts superavançados, o
roubo de dados pode e é feito de maneiras muito mais simples do que você
imagina.
Não é incomum nos depararmos com filmes que caracterizam hackers como gênios do mal que podem ludibriar computadores e usuários a lhes darem qualquer informação necessária com o uso de uma imensa quantidade de comandos. Mesmo fora das telinhas, eles são temidos como misteriosos magos da informática.
Mas no fundo, a grande maioria dos hackers apenas explora informações e buracos de maneiras muito simples. Novas técnicas também raramente surgem, e os métodos de ataque ficam presos aos velhos costumes.
Entre essas estratégias, que são passadas
através de gerações, podemos citar os já famosos: malwares, spywares, buffer
overflows, a engenharia social, quebra de senhas e assim por diante. A
diferença, é que hoje os intrusos sabem utilizar melhor as informações que eles
conseguem.
Existe, por exemplo, um novo rootkit chamado de
Membroni que altera a BIOS da placa-mãe. Embora aja de forma interessante, isso
não é novidade. Um outro malware que fazia a mesma função já existia em 1998.
Outras maneiras muito comuns de invasão,
explorando aplicativos e bases de dados SQL, já são usadas há mais de 10 anos.
Por outro lado, as que “roubam” dados de pagamento e os enviam para um host
existem desde 1989.
Claro que para se proteger de todas essas
ameaças, não se faz necessária a utilização de um sistema de defesa
ultra-avançado. Contudo, nós também nunca estaremos seguros, graças ao fato de
que:
Nosso cérebro só lembra senhas caso sejam
palavras
De acordo com uma pesquisa publicada em 2005 e
que também foi notícia aqui no Tecmundo, as quatro senhas mais comuns no mundo
são: “1234”, “123456”, “12345678” e “password”. Contudo, se você pedir ao site
de cadastro que gere uma senha aleatória, é muito provável que o resultado seja
algo impossível de ser lembrado.
Contudo, ao usar uma palavra, o trabalho do
hacker fica muito facilitado. Hoje, um computador médio, pode decifrar em torno
de 10 milhões de senhas por segundo, sendo que nosso dicionário não possui nem
1 milhão de palavras.
Isso significa que se a senha for uma palavra, um nome ou uma combinação comum, um hacker seria capaz de quebrá-la mais rapidamente do que você seria capaz de digitar. Mesmo que sejam adicionadas combinações de caracteres no fim das palavras, o tempo simplesmente subiria em alguns poucos segundos.
Mas criar uma senha segura não é difícil. A
melhor maneira de fazê-lo é formando uma frase e então pegando as iniciais. Por
exemplo, a frase “O Tecmundo é a melhor fonte de informação sobre tecnologia no
Brasil.” geraria a senha: “OTeamfdistnB”, relativamente fácil de ser lembrada e
que aumentaria a dificuldade de quebra exponencialmente.
Se alguém pede nossa senha, nós a entregamos
Uma pesquisa feita em 2004 (ok, ela está
defasada, mas o resultado não deve ter mudado tanto nos últimos anos) apontou
que 70% das pessoas cedem suas senhas em troca de chocolate. Esse é um dos
exemplos da famosa “engenharia social”.
Pessoas que normalmente se passam por
funcionários da empresa ou grandes clientes, normalmente usam de seu poder de
persuasão para ter acesso a dados sigilosos. Um exemplo disso aconteceu na
própria Microsoft, quando uma pessoa ligou para o atendimento se passando pelo
editor-chefe de uma famosa revista sobre jogos e conseguiu os dados da conta do
editor.
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